Qual o segredo da melhor vaca?

Porakaa

Comportamento e saúde animal

Já ouviu dizer que “é o olho do dono que engorda o boi”? É verdade a partir do momento que olhamos para o manejo desses animais com a preocupação do que realmente é importante para eles e como enxergam o mundo. Quando entendemos como eles se sentem sob as condições que oferecemos em um sítio ou fazenda conseguimos reduzir muitos problemas e melhorar a produção, podendo escolher qual a melhor raça de vaca ou boi para cada situação.

Se quisermos ter uma referência do comportamento natural de bovinos podemos observar os grandes rebanhos de herbívoros, que normalmente são presas e vivem em grupos para se proteger, migrando em busca de ambientes propícios com alimento e água, dependendo da estação do ano.

Possuem também uma hierarquia social bem organizada. Em qualquer grupo de bovinos pode-se observar o que chamam de cabeceira, meio e fundo, representando quais animais tem acesso aos alimentos primeiro (cabeceiras), e quais ficam somente com o resto dos recursos (fundo). A dica para um manejo tranquilo é identificar quais são as “cabeceiras” (animais com maior hierarquia, os que iniciam o movimento do grupo) e tocar eles primeiro, assim o grupo irá seguir.

Bovinos sabem instintivamente o que ingerir e qual a quantidade. Por mais que gostem de alimentos saborosos como milho, grãos e frutos, o bom funcionamento do seu organismo depende muito do capim, material que são especializadas em digerir. Animais em dietas com muito concentrado procuram mais alimentos com fibra para compensar esse desequilíbrio. Os que estão com alguma deficiência mineral procuram comer pedras, lamber paredes e grades para corrigir essa falta, por isso a importância de sempre ter à disposição sal mineral.

E qual a melhor raça?

Muitos perguntam qual a melhor raça para carne, leite, ou de dupla aptidão, e o que aprendemos é que não existe raça perfeita, existe um sistema bem pensado que procura animais bem adaptados para as condições que irão viver.

Por exemplo, uma vaca holandesa, que possui pele clara e rosada, se prejudica com o calor e tem sua produção afetada se ficar muito tempo no sol, e em regiões muito chuvosas e íngremes ela também sofre com problemas no casco.

Para casos como esses uma opção é não usar animais puros, e sim cruzamentos com zebuínos, que possuem a pele escura e maior rusticidade. Vacas da raça Jersey também podem ser uma opção melhor, com cascos mais resistentes, e que apesar de produzir uma quantidade um pouco menor de leite do que as holandesas, conseguem mais facilmente atingir seu potencial de produção em ambientes com pouca sombra, úmidos ou íngremes.

Um bom parâmetro a ser observado é quanto tempo o gado passa fazendo cada coisa. Se passa muito tempo procurando comida é porque tem pouca disponibilidade, o ideal é que alterne momentos de pastejo com de ruminação. Se os animais ficam aglomerados em uma sombra, é sinal de calor demais e/ou poucas áreas de sombreamento, e nesses casos eles acabam gastando mais energia para perder calor, o que diminui a produção. Quando as condições são ideais não é difícil observar vários animais deitados tranquilos nos campos.

A qualidade dos produtos vindo do animal são reflexos da vida dele, quanto maior o conforto, qualidade de vida e alimentação, melhor será o rendimento.

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